sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sabes que não te ter como história dá-te um brilho especial? Adorava que soubesses a sensação de escrever com paradeiro singular. Finalmente escrevo-te. Estou drasticamente surpreendida. Mas como não partilhar tudo e tanto que já vivi contigo e que desconheces no todo e em parte? Como me conquistaste, confrontar-me-ias tu. Bem, penso que pela tua presença, postura, andar (acredito que terás um truque que explique a maneira como alertas atenções sempre que te encontras presente). Depois, claro, pelo teu sorriso (porque o estragas com essa tua perfeita dança cismática com o vicio que consomes sozinho ao lado de todos os outros?). E quando te olhei nesse olhar traquina pela primeira vez, já era tão tarde. E tanta vez que te fixei, e tanta vez que te admiro. Tenho curiosidade de te conhecer ao detalhe. Talvez o problema seja ver-te todos os dias. Não, todos os dias não, quem me dera, mas tu és tolo, e quando te procuro não te encontro, mas quando menos espero, lá estás tu ao virar a esquina, decidido e de bem com a vida, porque me castigas? Sobes a gasta e suja escadaria que todos usam e abusam e quem me dera que olhasses para trás. Onde estou eu, eu que te olhava descaradamente há uns meses vestias tu aquela camisa tão sinistra que toda a minha vida repudiei mas que surpreendentemente vestias tão bem? Eu que te fixava até me fixares (e que lata eu tinha) e que hoje se embaraça de cruzar contigo o horizonte? Mas eu sei e digo-te. Não fosses tu usar essa escadaria. Não fosses tu fugir para a tentação e banalidade e eu diria-te um Olá!, descarado, como descarada é a maneira como me fazes corar. Talvez seja a última vez que te escrevo, que me dizes?

Do you know, not having you as history gives you a special glow? I would like you to know how is writing with a singular whereabout. Finally I write yoy. I'm dramatically surprised. But how not to share everything and so much that I have lived with you that you unknow in whole or in part? How did you conquered me, would you confront me. Well, I think that by your presence, posture, roam (I believe you do have a trick that explains how can you alert attention whenever you are present). Then, of course, by your smile (why do you blow it with that own perfect schismatic dance with the addiction that you consume alone next to all the others?). And when I looked to you in your prankish eyes, it was already so late. And so much I fixed you, and aso much I admire you. I'm curious to know you to detail. Perhaps the problem is to see you every day. No, not every day, I wish, but you are a fool, and when I look for you I can't find you, but when I least expect it, there are you just around the corner, determined and well with life, why do you punish me? You climb the worn and dirty staircase that all use and abuse and I wish you to look back. Where am I, I who looked at you shamelessly few months ago when you dressed that sinister shirt wich all my life I repudiated but surprisingly you dressed so well? I who lood at you until you looked at me (a lot of nerve I had) and todays' embarassed by crossing the horizon with you? But I know and I'll tell you. Would you not use that staircase. Would you not escape to temptation and banality and I'd tell you a brazen Hello!, brazen as is the way you make me blush. Maybe this is the last time I write you, what do you say?

Sem comentários:

Enviar um comentário