sábado, 1 de outubro de 2016

Lisboa é triste ao partir. Em cada casa uma luz se acende ao escurecer. Cansaço, fadiga, exaustão. O lume é aceso para o jantar saciar. A televisão nas notícias do costume: indivíduos engravatados, com poder e dinheiro parecem saber o que estão a fazer. Fim da rotina. O sol mergulhou no horizonte do Tejo que antes se iluminou de forma também ela triste. Uma vez mais o comboio volta a passar sobre as águas que nos dizem adeus. Uns descansam o olhar enquanto outros ainda não desligaram da ficha. Tudo aparenta ser calmo lá em baixo. Mas ainda há quem trabalhe ou quem ainda nem se levantou. A noite vem e com ela os bichos saem à rua. O ambiente parece outro. Por dentro existe receio, embriaguez, euforia. Por fora silêncio. Muitos despedem-se e acolhem-se em sonhos. E então? Tudo é tão belo. E num suspiro o sol volta a nascer.