A Love to Never Forget!
terça-feira, 4 de outubro de 2016
O cenário está vazio. Silencioso. Lamentavelmente mudo. A desilusão acompanha-o como o ponteiro acompanha o avançar da hora. Toda a vontade revela-se agora nula. Não era assim. Nunca pensei que assim fosse. Entretanto a desilusão cede lugar ao trabalho acumulado. Quase consigo cheirar a felicidade. Vestida a rigor com o sorriso que lhe é inerente. Seguindo o compasso ela afasta-se mas não de fugida. Ela teima em certificar-se que eu a acompanho. E eu sigo-a.
sábado, 1 de outubro de 2016
Lisboa é triste ao partir. Em cada casa uma luz se acende ao escurecer. Cansaço, fadiga, exaustão. O lume é aceso para o jantar saciar. A televisão nas notícias do costume: indivíduos engravatados, com poder e dinheiro parecem saber o que estão a fazer. Fim da rotina. O sol mergulhou no horizonte do Tejo que antes se iluminou de forma também ela triste. Uma vez mais o comboio volta a passar sobre as águas que nos dizem adeus. Uns descansam o olhar enquanto outros ainda não desligaram da ficha. Tudo aparenta ser calmo lá em baixo. Mas ainda há quem trabalhe ou quem ainda nem se levantou. A noite vem e com ela os bichos saem à rua. O ambiente parece outro. Por dentro existe receio, embriaguez, euforia. Por fora silêncio. Muitos despedem-se e acolhem-se em sonhos. E então? Tudo é tão belo. E num suspiro o sol volta a nascer.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Que arda a saudade. Que ardam as esperanças. Que ardam as memórias. Que arda o amor. Que arda a paixão. Extingam-se de mim que eu tendo a dizer que nada mais aguento. Buraco negro eterno onde voam pirilampos breves. Prometi que nunca vos largaria as mãos mas cada um à vossa maneira se sentou num banco sem me chamar e depois partiu, assim, somente. E eu, umas vezes mais sofrida, outras vezes mais sentida, lamento agarrada ao peito, esse banco de jardim que nos quebrou todos os futuros e me ofereceu estilhaços numa mão de amor puro e dado, para sempre escancarada ao ninguém que se perdeu. E entreaberta morrerá.
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